Vida nos Estados Unidos

Women’s March in Chicago

Sábado, Deniz e eu tivemos o orgulho de participar da Marcha das mulheres em Chicago. Esse evento foi organizado para apoiar a Marcha das mulheres em Washington, um protesto contra o novo governo nos Estados Unidos e sua tentativa em regular e abolir direitos alcançados não somente pelas mulheres, mas por diversos outros grupos nos Estados Unidos. Então combinei com uma colega de trabalho de nos encontrarmos por perto; ela também chamou mais algumas amigas e fomos todos juntos.

Sabe o que foi o mais surpreendente nesta marcha? A previsão era de cerca de 50.000 pessoas participando do protesto em Chicago. No dia do evento, Chicago contribuiu com cerca de 250.000 vozes. E ao todo, cerca de 3.000.000 de pessoas marcharam ao redor do mundo, em todos os continentes, em diversos países e inclusive em estados extremamente conservadores nos Estados Unidos. Para mim, que tenho estado extremamente desapontada com os EUA depois das eleições, foi uma espécie de alívio saber que não estou sozinha nessa. Que outras pessoas também se preocupam com o rumo que o país e o mundo está levando. E é por isso que eu marcho.

Eu marcho com essas outras mulheres que nunca vi porque quero lutar para que nós sejamos tratadas e respeitadas como merecemos, como seres humanos. Contra o machismo. Contra o preconceito. Contra o abuso e violência sexual. Contra a crescente tentativa do governo de controlar nossos corpos, e o que fazemos com ele.

Todas as marchas foram organizadas em prol dos mesmos objetivos: igualdade, diversidade e inclusão. Todas com o lema os direitos das mulheres são direitos humanos. Mulheres progressistas ao redor do mundo lutando pelos mesmos objetivos. Diversos grupos representando minorias levantaram suas bandeiras pacificamente; mulheres, negros, latinos, muçulmanos e LGBT foram alguns dos grupos que vi por la. Religiosos de diversos credos também presentes. Foi lindo de ver tanta gente junta, com diversas ideologias, pedindo para que o país continue com seu apoio à diversidade.

“Se você quer vir para a marcha você está vindo com a compreensão de que você respeita o direito de uma mulher de escolher”, Linda Sarsour.

Direito de escolha. Essa é, sem dúvida, nossa maior luta. Eu ainda quero escrever melhor sobre isso, mas basicamente, estamos lutando para que tenhamos total controle sobre nossas vidas e nossos corpos. Não é possível que em pleno século XXI ainda existam mulheres que precisam de pedir permissão para sair de casa! Aqui nos Estados Unidos, felizmente, isso não é uma prática, mas nós ainda ganhamos menos que um homem mesmo exercendo as mesmas funções. E agora, estamos perdendo uma vitória alcançada com muita luta, que é poder decidir quando queremos ser mães, ou se queremos ser mães. E uma vez que o corpo é nosso, nós é que decidimos; nenhum homem, governo ou religião pode ou deve fazer essa decisão por nós.

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