Vida nos Estados Unidos

I have a dream

Hoje aqui nos Estados Unidos nós celebramos o Dia de Martin Luther King Jr, e talvez hoje, mais do que nunca, precisamos parar para refletir sobre onde estamos e para onde vamos. Pois, nessa semana, teremos também a cerimônia de inauguração da presidência de Donald Trump.

Martin Luther King Jr. foi um pastor e ativista político, mas mais que isso, foi um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos EUA. Mas ao contrário de muitos ativistas, que pregavam a luta e o ódio, ele fazia uma campanha de não violência e de amor ao próximo.

Mesmo que você não conheça muito sobre a sua história, você provavelmente já ouviu ou leu algo sobre alguns dos seus feitos. Como a marcha sobre Washington em 1963, onde ele fez o seu famoso discurso “I Have a Dream”. Outro “feito” famoso foi o “Boicote aos ônibus de Montgomery”, um protesto ao fato de uma mulher negra ter sido presa porque negou dar seu lugar no ônibus a uma mulher branca. Foi esse boicote que deu início a conversa sobre discriminação racial em transporte público nos EUA, por fim chegando a se tornar uma prática ilegal. Você prestou atenção nas datas? Isso não foi hà tanto tempo atrás! Nossos pais já tinham nascido. Consegue imaginar que há 60 anos atrás, os negros eram, por lei, segunda classe nos Estados Unidos?

Em Agosto de 1963, em frente ao Memorial Lincoln em Washington, Martin Luther King Jr. proferiu seu famoso discurso “I Have a Dream”. Seus esforços não foram em vão e em 1964 foi aprovada a Lei de Direitos Civis. Em 1964 ele, merecidamente, recebeu o prêmio Nobel da Paz, em reconhecimento à sua liderança na resistência não violenta e por sua luta contra o fim do preconceito racial nos Estados Unidos.

Claro que tanta oposição não passou ilesa pelos segregacionistas que viviam especialmente no sul dos Estados Unidos. Em 4 de Abril de 1968, em um hotel em Memphis, ele foi assassinado. Eu visitei esse local durante minha mudança para Chicago e ao ouvir seus discursos é impossível não se se indignar também. É impressionante como a gente se sente tão pequeno quando estamos “perto” de alguém que fez tanto pelo próximo.

Eu espero que no dia de hoje, assim como eu, outras pessoas parem para pensar e se perguntem, “Onde estamos? Para onde vamos?”. E que daqui um ano, quando eu voltar a escrever sobre esse dia, espero que eu esteja com mais esperança sobre o futuro da minha nova nação.

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1 Comment

  • Reply
    Maiele Luz - Sonhada Vida
    March 1, 2017 at 1:14 AM

    Stephanie!!! Com essa mudança e tals já tinha mó tempão que eu não passava aqui pelo seu blog. Que belas palavras e o mais sifinicativo (e assustador) é que foi há pouco tempo e agora parece que estamos regredindo…
    Beijinhos!

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