Papo de Expatriado

Como validar o diploma de veterinária nos EUA

Tenho recebido vários e-mails me perguntando como fazer para validar o diploma de veterinária nos Estados Unidos. E bom, como ainda tô no início desse processo não sou expert no assunto, mas já pesquisei bastante e já estou me preparando para a primeira prova de veterinária, então resolvi que era a hora de escrever sobre esse assunto por aqui.

A primeira coisa que eu vou falar é que nada, nada mesmo, que eu escreva aqui substitui você fazer suas próprias pesquisas e consultar as agências que regulamentam a validação de diploma. Aliás, se você está começando ou pretende começar a validar o diploma, saiba que irá depender de você, somente de você, passar nas provas. Por isso nada de preguiça em ler os informativos nos sites oficiais.

Acho que não preciso falar aqui, mas pra não perder a viagem, já aviso que é preciso ter inglês fluente pra poder validar. Tudo nesse processo será em Inglês. Então se você não domina o inglês, recomendo que aprenda primeiro a língua e depois se preocupe com o resto do processo.

Reconhecimento da faculdade pela AVMA

Antes de se inscrever em um dos programas que estou falando abaixo (ECFVG ou PAVE) você irá precisar verificar se a sua faculdade está reconhecida pela AVMA, que é a American Veterinary Medical Association.

Se a sua faculdade estiver na lista, pode dar sequência ao processo e decidir por qual dos programas você irá optar. Se a sua faculdade não estiver na lista, você irá precisar contactar a AVMA e pedir pra eles entrarem em contato com a sua universidade no Brasil, para eles resolverem essa parte burocrática.

Depois de verificar o reconhecimento, o próximo passo é aplicar para o programa. Como existem dois, resolvi falar um pouco de cada um pra que você escolha o que for melhor pra você.

ECFVG –  Educational Commission for Foreign Veterinary Graduates

Esse  é o programa mais conhecido e o que irei fazer. Quem regulamenta é a American Veterinary Medical Association (AVMA); esse programa é aceito em todos os estados e pelo governo federal dos EUA. Além disso, também é o programa aceito no Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Eu escolhi esse programa principalmente pelo fato de ser aceito em todos os estados aqui nos EUA. Como não sei dizer se iremos morar pra sempre em Illinois (já moramos no Texas, Deniz gosta da Flórida, etc) eu não quero correr o risco de fazer todo o processo e depois ter que mudar para um estado que não aceita o PAVE e ter que fazer tudo de novo. O programa consta de 4 fases:

  • Fase 1: Fazer a inscrição no programa e enviar documentação. ($1,400 )
  • Fase 2: Fazer o TOEFL e obter a pontuação mínima de 25 no listening, 22 no speaking, 22 no writing e 23 no reading. ($190-$210)
  • Fase 3: Fazer o BCSE – Basic Clinical Science Exam, uma prova teórica que testa os conhecimentos básicos em veterinária. ($210)
  • Fase 4: Enviar documentação comprovando 6 cirurgias realizadas e fazer o CPE – Clinic Proficiency Exam, 5 provas práticas ($6,600)

PAVE – Program for the Assessment of Veterinary Education Equivalence

O PAVE é regulado pela American Association os Veterinary State Boards (AAVSB). O programa é perfeito pra você que gostaria de ter um treinamento em clínica nos EUA antes de obter sua licença e começar a trabalhar por aqui. É uma excelente forma de iniciar sua carreira em veterinária nos EUA pois além de aprender como tudo é feito por aqui, você vai ter a chance de conhecer professores e outros veterinários. E, a melhor parte, por estar vinculado a uma universidade, você vai poder realmente ter experiência como médica(o) veterinária(o), coisa que não da pra ter mesmo trabalhando como veterinary technician. O lado ruim desse programa? Só é aceito em 43 dos 50 estados nos EUA, além de ainda não ser aceito pelo governo federal (para cargos públicos, por exemplo). Austrália e Nova Zelândia também aceitam. Esse programa também é mais caro ($$$).

  • Fase 1: Fazer a inscrição no programa, enviar documentação e fazer o pagamento referente à inscrição e prova teórica. ( $1,875 )
  • Fase 2: Fazer o TOEFL e obter a pontuação mínima de 26 no listening, 26 no speaking, 20 no writing e 18 no reading. ( $190-$210 )
  • Fase 3: Fazer a QE – Qualifying Exam, uma prova teórica que testa os conhecimentos básicos em veterinária.
  • Fase 4: Escolher uma universidade e se inscrever para fazer o Clinical Rotations (é feito junto com os alunos de veterinária do último ano). Após concluir o programa, enviar o certificado de conclusão para a administração do PAVE. ($50,000-$60,000 em média)

Bastante coisa né? Mas ainda não terminou. Depois de validar o diploma ainda falta obter a licença para trabalhar aqui, assim como o nosso CRMV no Brasil e claro, fazer mais uma prova: North American Veterinary Licensing Examination (NAVLE).

É minha gente, não é brincadeira não. Eu pretendo escrever posts detalhando cada uma das fases do processo e como tenho feito. Nesse primeiro post meu objetivo era dar uma luz pra você que está perdido e não sabe nem como começar. E para terminar, uma piadinha de veterinária…

 A gente termina a faculdade achando que nunca mais vai precisar pensar em Clínica de Equinos (meu pensamento na época) e aqui estou eu, tendo que lidar com laminite outra vez. hahaha

Um beijo e um queijo procês!

Lifestyle

Women’s March in Chicago

Sábado, Deniz e eu tivemos o orgulho de participar da Marcha das mulheres em Chicago. Esse evento foi organizado para apoiar a Marcha das mulheres em Washington, um protesto contra o novo governo nos Estados Unidos e sua tentativa em regular e abolir direitos alcançados não somente pelas mulheres, mas por diversos outros grupos nos Estados Unidos. Então combinei com uma colega de trabalho de nos encontrarmos por perto; ela também chamou mais algumas amigas e fomos todos juntos.

Sabe o que foi o mais surpreendente nesta marcha? A previsão era de cerca de 50.000 pessoas participando do protesto em Chicago. No dia do evento, Chicago contribuiu com cerca de 250.000 vozes. E ao todo, cerca de 3.000.000 de pessoas marcharam ao redor do mundo, em todos os continentes, em diversos países e inclusive em estados extremamente conservadores nos Estados Unidos. Para mim, que tenho estado extremamente desapontada com os EUA depois das eleições, foi uma espécie de alívio saber que não estou sozinha nessa. Que outras pessoas também se preocupam com o rumo que o país e o mundo está levando. E é por isso que eu marcho.

Eu marcho com essas outras mulheres que nunca vi porque quero lutar para que nós sejamos tratadas e respeitadas como merecemos, como seres humanos. Contra o machismo. Contra o preconceito. Contra o abuso e violência sexual. Contra a crescente tentativa do governo de controlar nossos corpos, e o que fazemos com ele.

Todas as marchas foram organizadas em prol dos mesmos objetivos: igualdade, diversidade e inclusão. Todas com o lema os direitos das mulheres são direitos humanos. Mulheres progressistas ao redor do mundo lutando pelos mesmos objetivos. Diversos grupos representando minorias levantaram suas bandeiras pacificamente; mulheres, negros, latinos, muçulmanos e LGBT foram alguns dos grupos que vi por la. Religiosos de diversos credos também presentes. Foi lindo de ver tanta gente junta, com diversas ideologias, pedindo para que o país continue com seu apoio à diversidade.

“Se você quer vir para a marcha você está vindo com a compreensão de que você respeita o direito de uma mulher de escolher”, Linda Sarsour.

Direito de escolha. Essa é, sem dúvida, nossa maior luta. Eu ainda quero escrever melhor sobre isso, mas basicamente, estamos lutando para que tenhamos total controle sobre nossas vidas e nossos corpos. Não é possível que em pleno século XXI ainda existam mulheres que precisam de pedir permissão para sair de casa! Aqui nos Estados Unidos, felizmente, isso não é uma prática, mas nós ainda ganhamos menos que um homem mesmo exercendo as mesmas funções. E agora, estamos perdendo uma vitória alcançada com muita luta, que é poder decidir quando queremos ser mães, ou se queremos ser mães. E uma vez que o corpo é nosso, nós é que decidimos; nenhum homem, governo ou religião pode ou deve fazer essa decisão por nós.

Vida nos Estados Unidos

I have a dream

Hoje aqui nos Estados Unidos nós celebramos o Dia de Martin Luther King Jr, e talvez hoje, mais do que nunca, precisamos parar para refletir sobre onde estamos e para onde vamos. Pois, nessa semana, teremos também a cerimônia de inauguração da presidência de Donald Trump.

Martin Luther King Jr. foi um pastor e ativista político, mas mais que isso, foi um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos EUA. Mas ao contrário de muitos ativistas, que pregavam a luta e o ódio, ele fazia uma campanha de não violência e de amor ao próximo.

Mesmo que você não conheça muito sobre a sua história, você provavelmente já ouviu ou leu algo sobre alguns dos seus feitos. Como a marcha sobre Washington em 1963, onde ele fez o seu famoso discurso “I Have a Dream”. Outro “feito” famoso foi o “Boicote aos ônibus de Montgomery”, um protesto ao fato de uma mulher negra ter sido presa porque negou dar seu lugar no ônibus a uma mulher branca. Foi esse boicote que deu início a conversa sobre discriminação racial em transporte público nos EUA, por fim chegando a se tornar uma prática ilegal. Você prestou atenção nas datas? Isso não foi hà tanto tempo atrás! Nossos pais já tinham nascido. Consegue imaginar que há 60 anos atrás, os negros eram, por lei, segunda classe nos Estados Unidos?

Em Agosto de 1963, em frente ao Memorial Lincoln em Washington, Martin Luther King Jr. proferiu seu famoso discurso “I Have a Dream”. Seus esforços não foram em vão e em 1964 foi aprovada a Lei de Direitos Civis. Em 1964 ele, merecidamente, recebeu o prêmio Nobel da Paz, em reconhecimento à sua liderança na resistência não violenta e por sua luta contra o fim do preconceito racial nos Estados Unidos.

Claro que tanta oposição não passou ilesa pelos segregacionistas que viviam especialmente no sul dos Estados Unidos. Em 4 de Abril de 1968, em um hotel em Memphis, ele foi assassinado. Eu visitei esse local durante minha mudança para Chicago e ao ouvir seus discursos é impossível não se se indignar também. É impressionante como a gente se sente tão pequeno quando estamos “perto” de alguém que fez tanto pelo próximo.

Eu espero que no dia de hoje, assim como eu, outras pessoas parem para pensar e se perguntem, “Onde estamos? Para onde vamos?”. E que daqui um ano, quando eu voltar a escrever sobre esse dia, espero que eu esteja com mais esperança sobre o futuro da minha nova nação.

Lifestyle

Bem Vindo 2017!

Todo ano, nessa mesma época, eu tiro um tempo para simplesmente sentar e refletir. Penso sobre o ano que passou, e o ano que ainda está por vir. Analiso meus erros e meus acertos. Faço planos, estabeleço metas e traço objetivos. E, mais importante, penso no que posso fazer para que o ano que se inicia seja melhor que o ano que se encerrou. Viver é um constante aprendizado e me sinto satisfeita com o que sou hoje, mas sei que ainda posso ser melhor. Melhor mulher, esposa, filha, irmã, amiga…

Então o meu principal objetivo para 2017 é justamente tentar ser melhor do que fui em 2016. Quero tentar fazer da minha vida algo ainda mais leve. Focar nos meus sonhos. Me preocupar menos. Dedicar mais tempo a mim mesma e às coisas que me dão prazer.

Nas últimas semanas eu dediquei parte do meu tempo justamente pesquisando sobre várias coisinhas que me interessam e que gostaria de fazer/implementar mas nunca encontrava tempo/inspiração. Fiz listas, fiz algumas compras e pouco-a-pouco comecei a me organizar. A primeira etapa para o sucesso em qualquer coisa é justamente o planejamento, certo? Então resolvi começar por ele.

Minhas resoluções para 2017

  1. Me organizar melhor – Eu sou o tipo de pessoa que organizo tudo, menos as coisas que preciso fazer. E isso acaba por afetar em muito meu dia, que sempre acaba e eu fico com a sensação de que não fiz muito sabe? Para tentar resolver isso tenho usado planners. Comprei um planner novinho no fim de Dezembro, com espaço suficiente para eu poder anotar todas as minhas tarefas diárias.
  2. Cuidar da minha alimentação – Quando falo assim parece que me alimento mal, mas na verdade acho que até que não me alimento tão mal. Mas certamente posso me alimentar melhor, e é justamente isso que tenho tentado fazer. Escolher melhor o que como e controlar minha ingestão de açúcar ( meu pai é diabético, então realmente preciso me cuidar ) são meus principais objetivos.
  3. Fazer atividade física – Esse é um dos meus principais desafios para 2017. Em 2016 eu praticamente não fiz nenhuma atividade física e isso é muito, muito ruim. Não quero virar musa fitness nem nada disso, mas realmente quero e preciso incluir atividade física na minha rotina diária. Para me ajudar nessa tarefa eu comprei o aplicativo da  kayla itsines e estou tentando seguir os exercícios na academia que tem no prédio que eu moro.
  4. Visitar minha família no Brasil – Ah, nem preciso falar né?! Não vejo minha família desde Maio 2015, quando vim para os EUA para visitar o Deniz e acabei sendo surpreendida com um pedido de casamento. Esse ano nós iremos; e se ele não puder ir comigo eu irei sozinha. Desse ano não passa!
  5. Fazer a prova BCSE do processo de validação de diploma – A minha barriga até gela quando penso nessa prova. Estou estudando e montei toda uma estratégia para me preparar pra ela. Não é uma prova fácil, mas quero realmente tentar meu máximo para fazê-la (e passar, claro) nesse ano de 2017
  6. Dedicar um tempo semanal ao meu blog – Última resolução e nem por isso menos importante. Quero de verdade me dedicar mais ao blog, que ficou muito abandonado em 2016. Escrevo e quero escrever cada vez mais sobre as coisas que vivo para guardar para posteridade e anos em que a memória começar a falhar. 😉

Não é uma lista grande como vocês podem ver, mas é uma lista com coisas que levam tempo/planejamento e que certamente são muito importantes pra mim. Porque para 2017 o que eu mais quero é cuidar de mim, e ser a melhor versão de mim mesma.

Um beijo e um queijo, e um ótimo começo de ano para todos vocês!

Vida nos Estados Unidos

Como sobreviver ao inverno de Chicago

É minha gente, o fim do ano está cada vez mais próximo e pra quem está em Chicago, fim do ano também significa frio, muito frio. Essa semana em especial, tivemos uma queda brusca nas temperaturas e pelo o que dizem, só tende a ficar mais frio. Vale lembrar que em se tratando de Estados Unidos, Chicago não tem o pior inverno. Minnesotta e North Dakota, por exemplo, são estados que não só sofrem com temperaturas ainda mais baixas, mas que também nevam mais. Digo isso só pra dar uma animadinha, aquela idéia de “podia ser pior, sabe?”; porque o inverno daqui não é brincadeira.

Eu confesso que estou adorando esse início de inverno. Eu gosto das temperaturas mais frias e acho que qualquer cidade fica mais charmosa durante o inverno. Mas não vivo aquela ilusão de que tudo é perfeito. Sei que quando estiver frio-de-matar vou internamente pedir por dias mais quentes.

Pois bem, felizmente, essa não é a primeira vez que moro em um lugar em que o inverno é caprichado (morei na Dinamarca entre 2010 e 2012) e durante o meu tempo por lá aprendi que pra gente poder realmente curtir o inverno a gente precisa saber a se comportar e vestir apropriadamente. A minha chefe sempre dizia: “não é o tempo que está muito frio, é você que não está se vestindo adequadamente”. E depois de ouvir essa mesma frase dita por pessoas diferentes, passei a acreditar que realmente o problema era que eu não estava usando as roupas corretas. Meu segundo inverno por lá foi tão mais fácil e prazeroso que nem parecia que as temperaturas estavam -10°C/-15°C.

Antes de detalhar com vocês todas as coisas que adquiri e que acho que seria interessante vocês terem, vale lembrar que a sensação de frio é algo pessoal, pois algumas pessoas são bem mais sensíveis que as outras. Também vale lembrar que só porque você passou “de boa” o inverno em um país com um tipo de casaco, não significa que esse casaco vai servir pra todos os outros. Você tem que levar em conta questões como chuva, vento e quantidade de neve. E, ainda mais, vale a pena conversar com as pessoas que moram ha mais tempo no lugar pra ter uma real idéia do que esperar. Começando pelo princípio básico em se vestir no inverno, vou explicar a questão das camadas, vamos lá.

Como usar as camadas (Layering)

Quando a gente fala “no inverno, vista-se em camadas”, agente se refere a basicamente 3 camadas: camada base, camada intermediária e camada externa. Mas isso não significa que você fica restrito a essas 3 camadas sabe? Se o frio apertar muito, você pode sempre acrescentar mais uma. Vale lembrar que se vestir em camadas é importante porque ajuda a vedar o corpo do frio que vem de fora e a evitar que o nosso corpo perca calor.

camada base (roupa térmica) é aquela que entra em contato diretamente com o nosso corpo. Uma coisa que é sempre importante lembrar é que apesar de ser inverno nós transpiramos e pra nos mantermos aquecidos, é muito importante que nossa pela esteja seca. Essa camada é a que vai “receber” nosso suor e a principal função é justamente reter qualquer umidade que estiver na nossa pele. Por isso é que a gente nunca, mas nunca mesmo, deve usar roupas de algodão como camadas base. O algodão é um tipo de tecido que absorve a humidade mas que resfria o corpo; e no inverno, o que você quer é exatamente aquecer o seu corpo. Prefira tecidos que absorvam a humidade mas que também aqueçam como lã merino, fleece ou tecido sintético (polypropylene, polyester, capilene).

A segunda camada, camada intermediária, é a que eu mais vario. Blusas de lã ou fleece são minhas favoritas porque esquentam bastante. Se estiver ventando muito, aproveito para usar algo que tenha gola rolê pra aumentar a proteção do pescoço. Se as temperaturas estiverem mais amenas, uso uma malha mais fininha, se estiver muito frio ou nevando, prefiro algo mais grosso e bem quentinho. No caso de calças, prefiro usar alguma que seja de tecido mais quente (tipo veludo), mas se não der, escolho um jeans.

Por fim, a última camada, que é a camada externa. A última camada de roupas é justamente o casaco. Em se tratando de inverno em lugares que neva é importante que o casaco seja impermeável e que promova aquecimento do corpo. Eu dou preferência aos mais longos, que chegam pelo menos nos joelhos, pois ajudam a aquecer as coxas. Se tiver capuz, ainda melhor, pois o capuz ajuda a proteger a cabeça do vento, chuva e neve. Se estiver no inverno com temperaturas ainda positivas, fico bem com um casaco de lã bem quente. Mas, para temperaturas negativas, pra mim não tem nada melhor do que um casaco com enchimento.

Essenciais de Inverno

Depois que a gente entende como se veste no inverno, fica fácil saber o que precisa comprar. No meu caso, algumas coisas eu comprei ano passado para o inverno em Houston (que fica entre 10-15°C) e outras comprei aqui em Chicago. Eu decidi investir em uma boa bota e casaco, porque sei o quanto faz diferença no dia-a-dia. Fiz uma listinha e fui comprando aos poucos, desde o fim de Setembro. Quando o inverno chegou, eu já estava com tudo aqui.

  1. Roupa Térmica – Comprei conjuntos de roupa térmica (32Degrees) e leggings forradas de fleece (Steve Madden). Não é sempre que eu uso roupa térmica; eu uso somente quando vou ficar muito tempo do lado de fora. 
  2. Blusas de lã, linha e fleece – Comprei algumas e provavelmente ainda irei comprar mais. Comprei de gola rolê, sem gola, de malha mais fina e malha mais grossa. 
  3. Acessórios – Gorros, luvas, cachecois e protetores de orelha. Nem preciso dizer né? Salvam a vida! Eu não gosto de luvas, e só uso mesmo quando as mãos estão congelando; mas adoro o aquecedor de orelhas, gorro e cachecois. Sobre cachecois, para Chicago, recomendo o que eles chamam aqui de “blanket scarf”, que são bem quentes.
  4. All Star de Inverno – Eu adoro meu all star, é bem quentinho porque tem cano alto e é forrado de pelos. Pros dias frios mas sem neve acho uma boa. Tinha um na época que morava na Dinamarca e usei até acabar, como dizem. Quando me mudei pros EUA e o inverno foi se aproximando, foi uma das minhas primeiras compras. Super recomendo!
  5. Bota de inverno/neve – Depois de muita pesquisa, resolvi apostar na Ugg para minha bota de neve. Eu cheguei a comprar uma Sorel, mas quando a bota chegou não gostei muito sabe? Achei ela muito pesada, além de ficar muito apertada na minha panturrilha. Optei pelo modelo Adirondack que é a prova d’água e própria pra neve. Também tenho uma bota de couro, mas não esquenta tanto quando as temperaturas estão negativas.
  6. Casaco impermeável – Comprei um casaco da linha performance da Calvin Klein que tinha resenhas excelentes e tudo o que eu estava procurando. Tem vários bolsos, capuz e é super ajustável no corpo. Estou adorando!